terça-feira, 20 de julho de 2010

Ser sustentável é in

Mais do que uma atitude baseada na consciência, sustentabilidade tornou-se a palavra da moda. Não é preciso efetivamente que as práticas cotidianas da sua empresa sigam políticas sustentáveis ou ainda que existam projetos voltados para a preservação do meio ambiente, basta que esse termo “desenvolvimento sustentável” faça parte da missão, da visão ou dos valores da sua empresa… Pronto, assim você é in! E quem não faz isso é out – como se diz na linguagem do mundo da moda.

Na verdade, as agências de publicidade e as assessorias de imprensa e de marketing preocupam-se muito em usar este conceito de sustentabilidade para se adequar ao padrão de “ecologicamente correto”, que ganha cada vez mais destaque nos cenários nacional e internacional. Assim, grandes ações são desenvolvidas, a fim de mostrar o apoio de grandes marcas ao modelo de conduta mais admirado da atualidade.

A grande pergunta que surge é: até que ponto empresas que se autointitulam “sustentáveis” realmente o são? Transmitir uma mensagem ao público consumidor por puro modismo pode ter conseqüências danosas… Quando a verdade sobre medidas não-sustentáveis vier à tona, o que sobrará da imagem da empresa? Declarar-se uma empresa sustentável deve ser um risco bem calculado. Afinal, modismos não criam uma imagem sólida para a marca, ainda que funcionem momentaneamente.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Cliente e agência: uma dicotomia unificada

Uma agência de Publicidade possui como grande missão trazer resultados eficazes para os problemas de comunicação dos clientes. Na agência, os clientes são reis; eles mandam! Mas, por vezes, surgem algumas discordâncias. Aí, administrar uma relação com determinado cliente torna-se uma tarefa árdua. Mas isto não é exclusividade do meio publicitário. Em qualquer relacionamento, independente do grau de profundidade, classe econômica, região ou idioma, conciliar interesses exige muito “jogo de cintura” e muita paciência.


Quando criança, basta um choro para ganhar aquele brinquedo. Na adolescência, muita reclamação, geralmente, surge o efeito desejado. Na fase adulta, é que as coisas complicam… Não há mais artimanhas pessoais que facilitem no convencimento do outro. Então, é preciso apelar para criatividade, jogos de palavras, elevados recursos de técnicas de vendas e silogismos vários para sobrepor a sua ideia. Nos terrenos da amizade e do amor, o carinho fala mais alto, o que facilita o acordo entre as partes. Já no âmbito profissional…


Profissionalmente falando, só argumentos embasados e dados aferidos são capazes de servir como estratégia de persuasão. E na Publicidade, essa tal da conciliação reina! É convencer o cliente daqui, lidar com os criativos dali, ajudar no consenso entre as partes… Enfim, para lidar com essa dicotomia unificada, com esses opostos que se atraem mutuamente – cliente e agência – só com muita sagacidade!

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Texto de minha autoria postado originalmente em wwwyepgroo.com.br/blog

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Um prêmio vale um cliente ou um cliente vale um prêmio?*

Entre os criativos de agência, talvez o maior objetivo seja o de criar peças “geniais” para conquistar um Leão em Cannes. “Tá, O.K., se não der para um felino, serve qualquer outro desses prêmios que se encontram a cada esquina”. É convenção por aí que o bom profissional de criação tem que ter muitos prêmios no currículo. Será?

Na verdade, a principal função de uma agência é comunicar a marca ou o produto de um cliente de forma eficiente e lucrativa. Ganhar prêmios com as criações é plus, um adicional para o reconhecimento da agência e dos profissionais que trabalharam no job. No entanto, entre as paredes da agência, ainda há quem crie com o grande objetivo de colocar mais um troféu na prateleira.

É fato notório que houve uma escola nas duas últimas décadas que propagava a doutrina: “seja bom e ganhe prêmios”. Mas, talvez, a ideologia correta seja: “seja bom, gere bons resultados para os clientes e, se isso acontecer, os prêmios podem vir”. Está mais do que na hora de se aceitar este tipo de pensamento e mudar a forma de ver a publicidade, as premiações e os clientes. Afinal, a criação publicitária não é totalmente livre; depende da demanda, do cliente, de tudo o que envolve o negócio… Enfim, os bons resultados são os atores principais e os prêmios, os coadjuvantes.

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* Texto de minha autoria postado originalmente em www.yepgroo.com.br/blog

terça-feira, 9 de março de 2010

Inspiração, transpiração, criação... AÇÃO!

O ser humano é dotado de razão. Já que podemos pensar e analisar fatos logicamente, também temos capacidade de desenvolver formas de comunicação mais precisas (talvez não tanto como as formigas, que se organizam em grandes formigueiros com divisão de tarefas). Mas, ainda sim, podemos refletir sobre quem somos, como agimos e o que pretendemos ter e/ou ser. Então, formamos nossa personalidade, fazemos escolhas (certas e erradas), calculamos riscos, desenvolvemos estratégias, criamos metas, treinamos habilidades mentais, articulamos contatos, enfim, vivemos baseados na razão.

Neste fantástico mundo de engrenagens perfeitas e bem ajustadas, tudo funciona mecânica e ininterruptamente. No entanto, na vida real, as coisas não são bem assim. Às vezes, a máquina trava por um defeito técnico denominado emoção. Amor, ódio, esperança, descrença, alegria, tristeza... São tantos sentimentos que nos movem paradoxalmente...

E na hora da criação de um trabalho publicitário tudo isso influi. Afinal, criativos são humanos: sentem, riem e choram como as outras pessoas. Alguns que eu conheço muito mais do que as outras pessoas! rs O mundo que nos cerca e as coisas que nos acontecem servem de inspiração. Acredito na existência dela. Porém, sempre em conjunto com a tal da transpiração! Uma sem a outra não leva à criação alguma; vira mais um tipo indefinido de ação desses que se encontram por aí.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Oração de Publicitário

Para quem acha que Publicitário é incrédulo, coloco abaixo uma das orações que faço diariamente ao chegar na agência... rs rs

Cliente nosso

Cliente nosso de cada concorrência
Escolhido seja o vosso nome
Vem a nós em nossa agência
Para que seja feita a sua vontade
Assim no jornal como na TV

O job nosso de cada dia nos dai hoje
Perdoai-nos as ideias não-aprovadas
Assim como perdoamos suas reclamações
Não nos deixai perder esta conta
E livrai-nos de metas inalcançáveis

AMÉM!

PS: Paródia que fiz em momento de criação ociosa... rs

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Ah, os anuários...

Todo publicitário de verdade gosta de livros? É, talvez. Mas de um certo tipo de publicação, especificamente, não tenho dúvidas que sim: o anuário, é claro!


Ah, quem não gosta de se deliciar com as pérolas da criação publicitária. Não importa a origem, a agência ou o cliente, o mais importante é a peça! Aquela que foi ouro em Cannes ou recebeu alguma outra premiação ao redor do mundo, ainda que em pequena escala; todas essas peças que merecem ir para o santuário anual da publicidade, o anuário.


Todo estudante quando ganha seu primeiro anuário experimenta uma emoção antes desconhecida. É encantador e, ao mesmo tempo, estimulante ter em mãos a “bíblia da criação”. Olhar seus mestres, analisar obras de outros tantos que você nem conhece, ver pela primeira vez nomes de jovens talentos e admirar a criatividade alheia, sonhando em um dia deixar seu nome marcado numa daquelas páginas, ainda que em letras minúsculas e imperceptíveis - na maioria das vezes.


Apesar de não ser o real objetivo de um publicitário (pelo menos é como tentam catequisar a maioria dos iniciantes na área), ganhar prêmio faz parte do trabalho. Não é a grande finalidade da criação, mas é, digamos, uma espécie de continuação do job. Sem dúvida, criar é uma atividade libertadora e sem limites!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Atingir a meta = hora de comemorar

A moda é transitória. Não há nada mais efêmero, mais instável, mais fugaz... O mercado muda a cada novo investimento na bolsa de valores, a cada lançamento de um produto novo e a cada compra de uma empresa por uma holding. E como a Publicidade é feita por modismos...


A questão: como fica a propaganda no meio disso? Sobrevivendo do que está na moda, se alimentando das novidades, pegando as oportunidades e fazendo os anúncios... Não é fácil fazer Publicidade num mundo assim. Porém, mais difícil ainda é atingir esses consumidores tão fragmentados, multipartidários e pluriconsumistas.


Vender não é mais uma questão de produto, mas uma questão de oportunidade. É saber aproveitar o consumidor no lugar certo, na hora certa. Por isso, cada vez mais, surgem ações de marketing, seja no PDV, seja na Internet. O importante é abordar o consumidor da maneira mais agradável possível, mostrá-lo os benefícios do produto e todos seus valores agregados. O importante é eternizar esse momento instantâneo na compra do produto e, principalmente, na fidelização da marca. Quando se consegue isso, os clientes lucram e os publicitários marcam um happy hour pra comemorar.